Descarbonize Soluções / Energia Solar / Como transferir energia solar para outra residência: descubra agora

Como transferir energia solar para outra residência: descubra agora

Duas pessoas instalando painéis solares em telhado de residência, promovendo energia sustentável e uso de energias renováveis.

Quem já tem um sistema fotovoltaico precisa saber também como transferir energia solar para outra residência e otimizar ainda mais seu consumo — quando for o caso. Isso é possível por meio de modalidades regulamentadas no Brasil, já que permite aproveitar em outras casas o excedente gerado, o que garante mais economia e sustentabilidade.

Entre as principais formas de realizar essa transferência, destacam-se o autoconsumo remoto e a geração compartilhada, regulamentados originalmente pela Resolução Normativa 482/2012 da ANEEL, e agora consolidados pelo Marco Legal da Geração Distribuída (Lei 14.300/2022). 

Em 2026, entender essas regras é vital, pois a compensação de créditos agora considera o escalonamento do Fio B, que neste ano atinge 60% de incidência sobre a energia injetada para novos projetos.

Essas modalidades possibilitam que tanto casas quanto condomínios e pequenas empresas utilizem energia solar sem precisar instalar novos painéis em cada localidade. 

Quer saber como? No decorrer deste artigo, veja como funciona cada uma dessas opções e descubra a melhor alternativa para aproveitar ao máximo esses benefícios.

É possível transferir energia solar para outra residência?

Sim, é possível transferir energia para outra residência, desde que ambas as propriedades estejam dentro das regras estabelecidas pela ANEEL. Atualmente, essa transferência pode ocorrer de duas formas principais:

  • Autoconsumo remoto;
  • Geração compartilhada.

O autoconsumo remoto faz com que a eletricidade gerada em um local seja usada para compensar o consumo em outro imóvel do mesmo titular, desde que ambos estejam dentro da mesma área de concessão da distribuidora.

Já a geração compartilhada possibilita que dois ou mais consumidores se unam para dividir a energia, mesmo que estejam em locais diferentes. Falaremos mais sobre essas duas formas no próximo tópico.

Além disso, é importante lembrar de que essas modalidades estão regulamentadas pela Lei 14.300, que estabelece as diretrizes para o mercado de geração distribuída no Brasil. 

Para sistemas instalados após janeiro de 2023, o faturamento agora diferencia a Tarifa de Energia (TE) da Tarifa de Uso do Sistema de Distribuição (TUSD), garantindo que o custo da infraestrutura (postes e fios) seja remunerado gradualmente.   

Como transferir energia solar para outra residência?

Existem dois métodos regulamentados que admitem essa transferência: a geração compartilhada e o autoconsumo remoto! Entenda como funcionam abaixo.

Geração compartilhada

A geração compartilhada permite que um grupo de consumidores se una para usar a eletricidade gerada por um mesmo sistema fotovoltaico. Esta modalidade foi expandida pelo Marco Legal, permitindo a união através de:   

  • Cooperativas;
  • Consórcios;
  • Condomínios civis voluntários ou edilícios;
  • Associações civis.

Na prática, a energia solar compartilhada funciona por meio da divisão proporcional da eletricidade produzida entre os CPFs ou CNPJs cadastrados. 

É este modelo que viabiliza a energia solar por assinatura, onde o consumidor recebe créditos de uma usina remota sem precisar de telhado próprio, economizando cerca de 20% na conta.   

Autoconsumo remoto

O autoconsumo remoto permite que uma pessoa utilize o que for gerado em um local para compensar o consumo de outra unidade de sua titularidade. Ambas precisam estar dentro da mesma área concessionada (ex: se a geração é na área da Enel, a compensação não pode ser na área da CPFL).

Em relação às exigências regulatórias, as principais são:

  • O titular das contas de luz deve ser o mesmo (mesmo CPF ou CNPJ);
  • Devem estar na mesma área de concessão;
  • O sistema fotovoltaico precisa ser homologado e possuir um medidor bidirecional instalado.   

O impacto do hardware: eficiência na geração de excedente

Para que a transferência seja vantajosa, o sistema deve gerar um excedente real. Em 2026, tecnologias como módulos N-Type TOPCon e PERC são fundamentais, pois oferecem eficiências superiores a 22%, garantindo maior produção mesmo em áreas limitadas. 

O uso de inversores inteligentes também permite o monitoramento em tempo real, facilitando a gestão dos créditos que serão transferidos.   

Como funciona a transferência de créditos?

Basicamente, quando um sistema gera mais eletricidade do que o imóvel consome, o excedente é injetado na rede. Essa sobra vira créditos, com validade de 60 meses.   

Atenção ao cronograma do Fio B (Lei 14.300): em 2026, a regra de transição determina que o consumidor pague 60% do valor do Fio B sobre a energia compensada.

  • Direito adquirido (GD1): se o seu sistema foi protocolado até 06/01/2023, você está isento desta cobrança até 2045.

Transferência física: e se eu quiser levar os painéis?

Diferente da transferência de créditos, a transferência física envolve desmontar e reinstalar o sistema no novo endereço. Este processo exige:

  1. Novo projeto: a concessionária trata como uma nova solicitação de acesso;
  2. Vistoria técnica: o telhado do novo imóvel deve suportar o peso e ter orientação solar adequada;
  3. Custos: estima-se um investimento entre R$ 5.000 e R$ 12.000, incluindo mão de obra qualificada, frete técnico e novas taxas de homologação.   

Quem pode transferir créditos de energia solar?

Existem alguns critérios para que a transferência dos créditos possa ocorrer:

  1. mesma titularidade: o proprietário ou responsável pelas duas unidades deve ser o mesmo (CPF ou CNPJ);
  2. área de concessão da distribuidora: ambas (residências ou empresas) devem estar na mesma área;
  3. cadastro: o sistema fotovoltaico e a unidade consumidora precisam estar registrados junto à distribuidora de energia.

Todos esses critérios garantem que o crédito gerado em um local seja utilizado para compensar o consumo de outro lugar dentro dos parâmetros regulatórios estabelecidos pela ANEEL.

Vantagens de transferir energia solar

Agora que você já sabe como transferir energia solar para outra residência e que isso pode ser uma excelente forma de não se preocupar com os valores da sua conta de luz, falemos das vantagens que isso traz.

Economia na conta de luz

Transferir o excedente para outra casa permite compensar o consumo de uma unidade, o que resulta na redução de custos. 

Isso acontece sem a necessidade de investir em sistemas adicionais para cada ponto. Além disso, com os incentivos para energia solar no Brasil, esse modelo torna-se cada vez mais acessível, o que gera uma economia constante a longo prazo.

Sustentabilidade e eficiência energética

Transmitir créditos entre unidades maximiza o aproveitamento da energia fotovoltaica, o que reduz a dependência de fontes não renováveis. 

Desafios da transferência de energia solar

Embora a transferência seja uma solução extremamente vantajosa, existem alguns desafios que os interessados devem considerar:

  • limitação da área de concessão: para que a transferência ocorra, tanto o local de geração quanto o de consumo devem estar na mesma área. Do contrário, isso pode limitar as opções de transferência entre propriedades em regiões diferentes;
  • burocracia: o processo de formalização da transferência de créditos envolve alguns trâmites burocráticos, como o registro e a solicitação de aprovação junto à distribuidora. Aqui, vale o apoio de uma empresa especializada no assunto para resolver todos os trâmites por você;
  • capacidade: a quantidade de energia solar gerada precisa ser suficiente para compensar o consumo da receptora. Em alguns casos, pode ser necessário aumentar a capacidade do sistema para atender a múltiplas residências.

Como solicitar o autoconsumo remoto?

  1. Verifique a área de concessão: antes de iniciar o processo, confirme que as duas unidades (geradora e consumidora) estão localizadas na mesma área concessionada.
  2. Entre em contato com a distribuidora de energia: ela é a responsável por autorizar o processo de autoconsumo remoto. Aqui, é importante se informar sobre os documentos necessários e os procedimentos exigidos;
  3. Elabore o projeto do sistema fotovoltaico: deve ser feito por um profissional qualificado, precisa estar conforme as normas técnicas e ser aprovado pela concessionária;
  4. Solicite a autorização: após a elaboração do projeto, solicite a autorização da distribuidora para conectar o sistema e iniciar a utilização;
  5. Instalação e homologação: após a aprovação, as placas e toda a aparelhagem devem ser instaladas. Depois, haverá uma inspeção para garantir que está em conformidade com os requisitos técnicos;
  6. Solicitação do selo: após a instalação e aprovação, solicite o selo de autoconsumo remoto à distribuidora, pois ele vai garantir que a produção energética não consumida possa ser transferida para outra unidade;
  7. Início da compensação: com o processo finalizado e a homologação concluída, o autoconsumo remoto estará em operação. A energia gerada será transferida para compensar o consumo em outro ponto conforme as regras locais.

Exemplos de aplicação do autoconsumo remoto

Confira, abaixo, dois exemplos simples, práticos e hipotéticos que ocorrem com bastante frequência!

Residencial

Uma família instalou painéis solares em sua casa de campo, onde há ampla área disponível para a captação de energia. Como o imóvel é utilizado apenas em períodos de férias, a maior parte da eletricidade gerada não é consumida no local. 

Para evitar desperdícios, os créditos são transferidos para o apartamento da família na cidade, o que reduz significativamente a conta de luz da residência principal.

Empresas e comércios

Uma rede de supermercados optou pelo autoconsumo remoto ao instalar um sistema fotovoltaico em seu maior centro de distribuição. 

Dessa forma, a energia gerada no local é utilizada para compensar o consumo elétrico de outras lojas da rede na mesma região. Esse modelo reduz os custos operacionais e permite à empresa investir em novas iniciativas sustentáveis.

Descarbonize: a melhor opção para soluções energéticas

Conforme você viu, saber como transferir energia solar para outra residência é uma estratégia econômica e sustentável. 

Esse modelo, já regulamentado no Brasil, possibilita maior aproveitamento da geração e amplia os benefícios financeiros para os consumidores. 

Então, para garantir uma solução eficiente e personalizada, é essencial contar com uma empresa especializada, como a Descarbonize, referência em energia solar para casa e para empresa, que oferece soluções sob medida para quem deseja gerar e transferir sua própria luz. 

Com tecnologia de ponta e um time de especialistas, garantimos qualidade, segurança e suporte completo para tornar sua transição energética simples e vantajosa.

Seja para otimizar seus custos, seja para ampliar sua sustentabilidade, a Descarbonize tem a solução ideal para você. Fale com um especialista e solicite um orçamento gratuito agora mesmo!

Fale com nossos especialistas

Os melhores

especialistas

Fale com nossos especialistas

Orçamento direto do WhatsApp. Ajudamos a encontrar as melhores soluções e formas de pagamento para seu projeto.

Solicitar orçamento