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Dá para entrar no mar? Buscas sobre praias impróprias para banho crescem em 243%, aponta pesquisa

Pessoa recolhendo lixo plástico e de vidro na praia, promovendo conscientização sobre preservação do meio ambiente e combate à poluição marítima.

Rankings revelam as praias mais buscadas pelos brasileiros quando o assunto é sujeira e má qualidade das águas; Rio de Janeiro e São Paulo concentram grande parte das posições do levantamento

Todo ano, a chegada do verão atrai milhares de brasileiros para o litoral em busca de lazer e descanso. No entanto, atualmente, em muitos estados brasileiros é necessário que se faça uma busca prévia sobre a qualidade da água e as condições das praias, pois nem todas recebem os cuidados necessários para garantir a segurança dos banhistas. Consequentemente, a preocupação entre turistas e moradores locais cresce: afinal, quais praias estão, de fato, próprias para banho?

E essa preocupação já se reflete no comportamento digital: no último ano, a dúvida por “quais praias estão impróprias para banho?” tiveram um crescimento de 243%. O levantamento foi realizado pela Descarbonize Soluções, empresa especializada em energia solar e sustentabilidade, que analisou as buscas online pelo tema e revelou quais praias mais geram dúvidas nos brasileiros quando o assunto é a qualidade da água do mar.

É própria para banho?

Entre as mais buscadas, o litoral do estado do Rio de Janeiro se destaca com 6 das 10 praias mais pesquisadas, além de concentrar o top 3 do ranking. De acordo com o Instituto Estadual do Ambiente (INEA) do Rio de Janeiro, o estado monitora 291 pontos em 197 praias. 

A praia do Flamengo, que ocupa a primeira posição, atualmente apresenta um cenário heterogêneo, conforme dados dos INEA: possui dois trechos monitorados, sendo um próprio e outro impróprio para banho.

Na sequência, aparecem Botafogo, classificado como impróprio, e Icaraí, em Niterói, onde três das quatro regiões estão avaliadas como inadequadas. O ranking também inclui praias de Alagoas, Fortaleza, Florianópolis e São Paulo, mostrando que a preocupação se espalha por diferentes regiões do país.

Abaixo, é possível conferir o ranking completo com as dez praias que mais geram dúvida sobre terem o mar próprio para banho:

Praias limpas: por que isso importa?

O verão marca o período de alta temporada no litoral e, como consequência, também o aumento do lixo deixado nas praias. Embora nem todos os banhistas descartem resíduos de forma inadequada, muitos não se preocupam com o destino dos resíduos. 

O cenário brasileiro é especialmente preocupante: segundo o relatório “Fragmentos da Destruição”, da Oceana, organização focada na conservação dos oceanos, o país despeja cerca de 1,3 milhão de toneladas de plástico nos mares todos os anos. O volume coloca o Brasil como o maior poluidor marinho da América Latina e entre os dez maiores do mundo.

Nesse contexto, a busca por informações sobre praias consideradas mais limpas cresce no ambiente digital. Nesse cenário, a região Sudeste concentra o maior volume de pesquisas, com destaque para o litoral paulista, que ocupa 7 das 10 posições no ranking.

Perequê-Açu, em São Paulo, lidera o ranking, seguida por Itacuruçá, no litoral fluminense (4.290), e Itanhaém, também em São Paulo (4.220). As demais praias estão localizadas no estado do Rio de Janeiro.

Milena Andrade, gerente de marketing da Descarbonize Soluções, comenta sobre o risco do descaso com a limpeza e qualidade das praias do país: “Mais do que uma questão estética, o descarte incorreto de resíduos além de comprometer a qualidade da água e afetar a saúde pública, desequilibra o ecossistema e coloca em risco a segurança dos banhistas. Além disso, o descuido com as praias tem o poder de afastar turistas, o que pode impactar na economia de algumas cidades litorâneas”.

Por que as praias ficam impróprias para banho? 

O interesse em entender o problema também cresceu: nos últimos 12 meses, as buscas pela pergunta “por que as praias ficam impróprias para banho?” aumentaram em 21%, o que demonstra um desejo dos brasileiros em compreender os fatores que comprometem a balneabilidade da água.

Segundo os critérios estabelecidos pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA), na resolução número 274/2000, as praias são classificadas em duas categorias: “própria” e “imprópria”. Essa classificação é feita de acordo com a concentração de bactérias fecais observada em análises feitas em cinco semanas consecutivas ou quando a última coleta ultrapassa o dobro dos valores permitidos. A coleta segue um padrão nacional: é semanal e realizada sempre no mesmo ponto, para garantir comparabilidade. 

Quando os níveis dessas bactérias excedem os limites estabelecidos, a praia é considerada imprópria para banho, pois a presença desses microrganismos está associada ao despejo de esgoto doméstico sem tratamento, resíduos urbanos e águas contaminadas, que podem representar riscos à saúde dos banhistas, como infecções gastrointestinais, dermatológicas e respiratórias.

Além disso, uma praia também pode ser classificada como imprópria em outras situações como: a presença de óleo devido a derramamentos de petróleo, a ocorrência de maré vermelha, floração de algas potencialmente tóxicas ou surtos de doenças transmitidas pela água.

O Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (INEMA) orienta aos banhistas para evitar o banho de mar nas primeiras 24 horas após chuvas intensas, especialmente em áreas próximas à saída de canais ou galerias de águas pluviais.

Metodologia

Os dados utilizados na pesquisa foram levantados a partir da identificação das buscas no Google para os termos relacionados à “praia limpa”, “praia imprópria para banho” e “praia própria para banho”. 

As buscas online correspondem ao período de novembro de 2024 a dezembro de 2025, sendo os dados mais recentes disponibilizados pelas plataformas do Google no momento em que a pesquisa foi realizada. 

Sobre a Descarbonize Soluções

A Descarbonize Soluções é uma empresa especializada que oferece um ecossistema completo e integrado para o setor de energia solar fotovoltaica. Fundada em 2023, a empresa reúne três frentes estratégicas: a Aldo Solar, uma das maiores distribuidoras de equipamentos solares do país; a Sol Agora, fintech que oferece financiamento 100% digital para projetos de energia limpa; e a Descarbonize Serviços, especializada em assistência técnica e suporte ao cliente final. A Descarbonize Soluções tem presença em mais de 2.900 cidades brasileiras e conta com mais de 420 mil instalações realizadas. O grupo faz parte da plataforma da Brookfield, uma das maiores gestoras de ativos do mundo.

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